sexta-feira, 25 de novembro de 2011

MULHER ESTUPRADA NA UFRPE

Uma mulher foi estuprada nas imediações do predio do CEAGRI II,nessa quinta-feira,dia 24/11,  na UFRPE. A mesma aparentava ter 35 anos, mais ou menos.
Segundo a mesma, ela entrou na Rural com um homem que conheceu num bar proximo à universidade, que apos um tempo com ela, a levou forçadamente a um lugar escuro proximo à cabine dos vigilantes, que nao desconfiaram de nada. A vítima foi vista por dois alunos que entravam no predio, portando só a roupa de baixo e sangrando bastante. Estava muito nervosa, com medo que seu algoz aparecesse. Muitos estudantes que foram entrando ficaram espantados com a onda de violência que esta acontecendo nas imediações da universidade. O que chamou a atenção foi o fato de o estupro ter acontecido dentro do campus, o que agrava mais ainda.
A polícia foi chamada e tomou as primeiras providências, indo em busca de um suspeito que estava próximo ao campus, mas nao era o que estavam procurando.
A coordenadora do curso de Letras, Drª vicentina, a levou ao hospital, que segundo os médicos, seu estado é grave.
As providencias estão sendo tomadas para que isso nao mais aconteça n o campus.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

E O GUARDA NÃO SE GUARDOU

Selvageria. Esta palavra define bem o comportamento de alguns usuários da Terminal Integrado de Passageiros. Muita falta de respeito por parte  de quem usa. Perdem a cabeça, ficam insanos. Fazem de tudo para pegar um lugar.Nem os seguranças contratados escapam deles.
Essa semana passada um deles foi obrigado a subir no ônibus da linha Camaragibe por causa dessa mesma selvageria. Foi levado. A fúria foi grande, parecia una famintos que não come ha três dias. Que violência. O pobre do Vigilante quase morre sufocado, impotente. Até onde isso vai? Só o fato de haver um vigilante para conter essa sanha maligna já se configura um erro da parte deles. Sem isso eles não respeitam ninguém.
e os usuários selvagens  CADA VEZ MAIS AUMENTANDO EM NÚMERO.Se fazem isso por uma vaga num assento, de onde não vão obter nenhum lucro, o que fariam se fosse uma fila para receber dinheiro?

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

AS ÚLTIMAS PALAVRAS DE CRISTO NA CRUZ



Ainda era de manhã. Cristo na cruz em agonia  contempla a linda Jerusalém, certamente lembrando-se de tudo que viveu. A expulsão dos cambiadores, ele batizando, cura do paralítico no Tanque de Betesda, a cura de um cego de nascença, ele sendo ungido por Maria, as parábolas contadas, lavando os pés dos discípulos, ele no Getsêmani, preso e arrastado, o inquérito preliminar, a condenação pelo Sinédrio, perante Pilatos, diante de Herodes Antipas, de novo Pilatos, na cruz; a lembrança da entrada triunfal deve ter arrancado um sorriso  de seus lábios...

De repente Ele clama: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.” Ainda ora pelos inimigos, mostrando um amor incondicional pelos pecadores. Ainda se preocupa com eles. Não há nenhum ódio, nenhum ressentimento por parte de Cristo, ciente de seu trabalho que mudaria o mundo e revolucionaria toda a História da humanidade.

Cada vez que Ele diz uma frase faz um enorme esforço para falar. Ele precisa apoiar o seu corpo em cima dos pregos, sentindo uma dor tremenda. Um pouco de ar entra nos seus pulmões e ele consegue dizer isso. Mas enquanto Ele apoia os pés nos dois pregos, suas mãos são rasgadas, senti uma dor insuportável. Ele se move de novo e diz: “ Em verdade, em verdade te digo, hoje estarás comigo no paraíso.” Foi o que Ele falou para um ladrão, sofrendo a mesma pena, com a diferença de que Ele era pecador, Cristo, um santo, impecável, a Raiz de Jessé. Foi perdoado e teve a vida mudada.

Sua mãe estava por lá observando tudo. Sabia que estava só, precisando de companhia. Foi então que disse para João cuidar dela. Outro esforço lacinante. Outra dor  atroz atravessando seu corpo.

“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” O sofrimento psicológico não teve paralelo na História. Era muito desamparo para Cristo. A dor do desprezo de Deus por causa do pecado de toda a humanidade. Isaías já previra isso no capítulo 53. Estava sofrendo conscientemente. E  o tremendo esforço para fazer isso. Todas aquelas dores.

Na parte da  tarde, ele disse:  “Tenho sede!”  A angústia física estava incomodando demais aquela hora. Algo que já estava predito no Salmo 69. 21. Sua sede foi “satisfeita” por um “piedoso” soldado. Mais sofrimento ainda. Dizer essas frases era esforço demais. Enquanto isso Ele olhava para Jerusalém e se lembrava de tudo que viveu até ali. A infância em Nazaré, a juventude na Galileia, a escolha dos discípulos...

Agora Ele disse algo que encerrou tudo o que tinha feito. “Está consumado!” Resumia tudo que  havia feito. A obra perfeita. Todo o plano concluído com sucesso. Os pecadores seriam salvos e o plano da salvação estaria realizado. Toda a profecia cumprida desde Gênese. Todas as promessas realizadas até ali. A justiça da Lei cumprida, o Império da Morte sofreu uma derrota impressionante, sem paralelo na sua história. Levou cativo o Cativeiro e deu dons aos homens (Ef 4.8).

“Pai, nas tuas mãos entrego meu espírito!” O final perfeito. Agora começou de fato o que desde a Eternidade estava planejado. “O Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” Não foi um acidente nem uma fatalidade. Não foi um líder revolucionário que foi morto por um sistema ou uma elite medrosa de perder o poder vigente que o matou. Foi o Filho do Homem que entregou sua vida, o Filho de Deus. O Cordeiro imaculado e incontaminado, o Cordeiro Pascoal, o Bode Expiatório, a Raiz de Davi, A resplandecente Estrela da Manhã, o Emanuel, a Luz do Mundo, o Tema da Bíblia, o Alfa e Ômega, o Criador do Universo, o Resgatador, o Bispo das Almas, o mais Valente, o Todo-poderoso, o IAHWEH, JAVÉ, EL OLAM, IEHOSHUA, o Renovo, O Nazareno, o Galileu, o Quarto Homem, o Que Veste Finos Linhos, o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores, o Que Venceu para Abrir O Livro, O Que Julga As Nações, O Humilde de Coração, A Posteridade, Siló, A Estrela de Jacó, o Abençoador, O Dono da Sabedoria, O Rei no jumentinho, O Desejado das Nações, o Recompensador, O Intercessor, Consolador, Advogado Fiel, O Parácleto, O Justo, A Fonte da Verdade e da Justiça... Foi Ele que morreu por todos, por cada um, para formar  um novo povo onde não há nem judeu, nem grego, nenhum gentio, mas só a igreja por todos os séculos... Amém.




terça-feira, 8 de novembro de 2011

VALÉRIA

É, VALÉRIA, a vida traz surpresas


E nos deixa com as madeixas


Fora de ordem.


Isso é a vida, tão sentida.






Mas VALÉRIA, onde ela nos levará?


Como então ficará?


Quem pode amiga, dizer?


Eu ou você?






A vida é isso aí, a nos espreitar,


A nos carregar no colo


E nos acalentar sem dolo.


É a vida, VALÉRIA, é a vida.






VALÉRIA, eu sei que há um oásis


Logo ali na esquina;


Eu sei, eu o vi!


Eu já o vivi.






Já apalpei as palmeiras


E comi os frutos.


É um doce usufruto


Vale a vida inteira.






VALÉRIA há uma sombra no oásis


Que se chama DEUS e me diz


Coisas além do sonhar meu.


Acredite VALÉRIA.






VALÉRIA, VALÉRIA, me escuta, amiga;


Sei que racionas humanisticamente


Mas se notas


Que intrinsicamente


Eu sei


Que não só sonhei.


Há um oásis, VALÉRIA...

MEU IDEAL




Eu luto porque a luta mora em mim,
 Ela sacode-me pela manhã e ouço seu discurso;
 Então ela me leva nos braços ao longo do dia
 E acalenta meus sonhos.

Eu luto porque ela me fala grandes coisas,
 Das quais nunca ouvi antes falar.
 Eu corro por lugares que ainda hei de alcançar;
 A luta ferve em meu peito.

Como o fogo indomável da terra,
 Ela me prende, no seu seio encerra.
 Não posso me conter, não suporto o chamado,
 Não vou resistir-lhe.

Eu luto porque amo a batalha,
 Tenho ideias perigosas, se soltas,
 Farão nascer outro mundo
 Dentro de um mundo perdido.

Eu luto porque não fujo, nem perco
 A coragem diante do algoz;
 Não anulo minha voz,
 Para que ninguém se cale.



Luto porque me acho
 Feliz nesse fogo voraz
 E, se não fizer isso,
 Não tenho comigo compromisso.

Eu luto pra não morrer;
 Vou ao encontro dos companheiros,
 Levar um bálsamo, um abraço, uma alegria...
 Isso me faz viver, inunda o dia-a-dia.

Por isso luto, penso, me aprimoro,
 Para aumentar esse sopro,
 E tal qual num estouro,
Garantir o mundo vindouro.






quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A NOITE DISSOLVE OS HOMENS / Sentimentos do Mundo

Carlos Drummond de Andrade

A noite
desceu. Que noite!
Já não enxergo meus irmãos.
E nem tão pouco os rumores que outrora me perturbavam.

A noite desceu. Nas casas, nas ruas onde se combate,
nos campos desfalecidos, a noite espalhou o medo e a total incompreensão.
A noite caiu. Tremenda, sem esperança...
Os suspiros acusam a presença negra que paralisa os guerreiros. 

E o amor não abre caminho na noite.
A noite é mortal, completa, sem reticências,
a noite dissolve os homens, diz que é inútil sofrer,
a noite dissolve as pátrias, apagou os almirantes cintilantes!
nas suas fardas.

A noite anoiteceu tudo... O mundo não tem remédio...
Os suicidas tinham razão.

Aurora, entretanto eu te diviso,
ainda tímida, inexperiente das luzes que vais ascender
e dos bens que repartirás com todos os homens.

Sob o úmido véu de raivas, queixas e humilhações,
adivinho-te que sobes,
vapor róseo, expulsando a treva noturna. 

O triste mundo fascista se decompõe ao contato de teus dedos,
teus dedos frios, que ainda se não modelaram mas que avançam
na escuridão
como um sinal verde e peremptório.

Minha fadiga encontrará em ti o seu termo,
minha carne estremece na certeza de tua vinda. 

O suor é um óleo suave, as mãos dos sobreviventes
se enlaçam,
os corpos hirtos adquirem uma fluidez, uma inocência, um perdão
simples e macio... 

Havemos de amanhecer.
O mundo se tinge com as tintas da antemanhã
e o sangue que escorre é doce, de tão necessário
para colorir tuas pálidas faces, aurora.




Não é de desprezar nenhuma poesia de Carlos Drummond de Andrade. A de sua poesia é demasiadamente abundante. 
No poema “A NOITE DISSOLVE OS HOMENS”,Sentimentos do Mundo, poema dedicado ao pintor Portinari,Drummond se supera. O eu poético fala da grande tristeza e todo o viver sombrio da Segunda Guerra Mundial. Sente-se mesmo a tristeza emanando da tinta, saindo como a fumaça sai do fogo. A noite havia caído na terra, e com ela caiu no chão a alegria de viver,o amor, e uma corrente grossa amarrou a felicidade e a deixou bem presa.

"A noite
desceu. Que noite!
Já não enxergo meus irmãos.
E nem tão pouco os rumores que outrora me perturbavam."

 Então, no poema, vai  sendo descrito, com sentimentos firmes, o que foi aquela noite. Ela foi inesquecível, não da forma positiva, mas negativa. Ficou lembrada como uma pesada noite. Assassina. Lúgubre. Essa noite simplesmente se susteve acima dos homens, deixou bem longe a esperança. Onde estava agora a pátria, o aconchego da terra, do lar, dos filhos, o carinho esperado que não chegava? Já não se enxergava, ficou por demais distantes. Enquanto o eu poético vai falando sobre a noite, ela vai entristecendo a quem lê o poema. 


"E o amor não abre caminho na noite.
A noite é mortal, completa, sem reticências,
a noite dissolve os homens, diz que é inútil sofrer,
a noite dissolve as pátrias, apagou os almirantes cintilantes!
nas suas fardas."

Imagina-se o sofrimento que ele traz. A angústia é mais que sentida na alma, impressa com pesados tipos. Por causa de todo esse processo, muitos desistiam de tenta chegar além da escuridão, da nefasta escuridão. Já não lutavam, não mais enxergava-se o dia, ou não mais esperava-se uma transformação. Parece uma aceitação por parte de alguns, os sortilégios.


"A noite anoiteceu tudo... O mundo não tem remédio...
Os suicidas tinham razão."


Então, acontece de repente algo que vai mudando tudo. É o dia que se espera. A esperança não fora embora. Arrefeceu, é certo. Foi um pouco escurecida pela sombra da noite. Mas a vinda dela é certa. Não se podia, de todo, acabar com a esperança. Como? Ela estava ainda viva, latente, forte, pronta para o pulo. Levantou-se a esperança, e com ela a alegria do eu poético. A noite já não dissolve mais os homens, mas vai abandonando o campo de batalha, fugindo como um covarde foge da luta quando não tem mais força para lutar. A ansiedade vai estremecer o eu poético. Sim, estremeceu de todo. As riquezas dela seriam repartidas liberalmente. Juntamente com a Aurora, a Esperança vinha clamando que não se dobraria diante da opressão por tanto tempo reinando. A alegria de viver voltaria. Sim, regressaria cheia de saudades. O cansaço foi engolido pelo verde vivaz e prazeroso. A escuridão foi densa, não se pode negar isso, mas as luzes frutificantes da alegria e esperança não se curvaram nem se acovardaram. Mesmo sangues derramados por isso não tirou a beleza que se tornou a claridade. Foi um sacrifício tão necessário como o oxigênio que envolve a atmosfera. Já as pálpebras da Aurora, estavam pintadas de rouge. A paz estava voltando aos corações. Os peitos abatidos incharam-se de novo, se ufanaram tão firmes quantos antes. E isso era preciso. Era apenas uma consequência natural. Haveria de novo a união dos povos, das pessoas. Haveria de dar a eles de novo aquela certeza, a certeza que chegaria à vitória certa. O eu poético vai vendo o mundo superficial caindo. Aquelas ideias lúgubres já não tinham forças. Os homens já não estavam com as mentes presas, opressos, a ponto de eles da vida desesperarem. Como então aqueles pensamentos macabros os prenderam, como os enganaram tão bem? Até então, a morte era normal até à lucidez do dia bater em suas portas e dizer que a noite já não sabotava, que depois de arraigada, ela teria forças para vencer mais o homem. Não haveria maneira mais de manifestar o contrario. O amor, que era um grãozinho de mostarda, agora o eu poético mostra-o tomando conta do mundo. Tao terno, tão serio. Muito mais que verdadeiro. Com o mesmo ímpeto que a noite crescera no campo, o amor já estava pregado nas almas dos homens, cada vez mais forte e mais bonito. Os homens agora estavam pensando em reconstrução, começando por edificarem eles mesmos, para depois construírem o mundo. Haveria de aprender uns com os outros a não adentrarem de novo nas densas trevas da perturbação da guerra. O amor e a esperança estavam expulsando, juntamente, o ódio do coração dos homens, que estavam se  matando nos campos, os homens e as flores.vislumbrava-se já na face límpida da Aurora, tão sutil e constante. Mantinham, então, um amigável diálogo, as mãos estavam entrelaçadas...


Aurora, entretanto eu te diviso,
ainda tímida, inexperiente das luzes que vais ascender
e dos bens que repartirás com todos os homens.

Sob o úmido véu de raivas, queixas e humilhações,
adivinho-te que sobes,
vapor róseo, expulsando a treva noturna. 

O triste mundo fascista se decompõe ao contato de teus dedos,
teus dedos frios, que ainda se não modelaram mas que avançam
na escuridão
como um sinal verde e peremptório.

 É mesmo de admirar a maneira com o eu poético vai falando da esperança, que parecia tão perdida, tão destruída. Apesar de tudo, de toda a desgraça, que a guerra trouxera, e o terror empreendido, havia uma luz lá no final do túnel, clara como o sol. É essa mensagem mais forte que o eu poético deixa transparecer, como que dizendo que através das calamidades mais absurdas, há uma saída e ela esta latente, esperando para ser posta para fora. Vê-se ela levantando daquele caos imenso.


"Havemos de amanhecer.
O mundo se tinge com as tintas da antemanhã
e o sangue que escorre é doce, de tão necessário
para colorir tuas pálidas faces, aurora."


por J.Mou