domingo, 16 de julho de 2017

O SOFRIMENTO DE CAMILLE CLAUDEL E OUTRAS MULHERES

J.Mou

Fiquei chocado com a covardia que fizeram com Camille Claudel, por causa da vida "livre" que ela levava.
Era uma escultora francesa,e, naquela época do início do século XIX, isso era um trabalho que  era tido como labor de homem. Ela sofreu muita discriminação por causa disso, e acabou sendo desprezada pela sociedade daquela época.
Passou trinta anos internada em um hospital psiquiátrico de Paris,o Hospital Psiquiátrico de Montdevergues, por causa de maldades de uma sociedade falsa, que não aceitava que uma mulher quisesse ser  o que ela bem escolhessse, mesmo que isso fosse contra o que era chamado, pela maioria, de uma vida diferente das demais mulheres. Certamente isso foi por medo de que as outras mulheres fizessem o mesmo, e pensassem por si mesmas.
Por causa dessa maldade, ela não mais conseguia patrocínio para se dedicar ao seu trabalho ao qual ela tanto amava. Mesmo sendo amiga de famosos como Rodin, de quem era muito amiga, ou de Picasso, não deu a ela esse poder de ser o que ela dejasse, nem deu-lhe a liberdade à qual ela devia ter direito.
Não morro de amores por esse feminismo de hoje,do qual, se Camille vivesse no tempo de hoje,seria adepta, que dá todo o apoio a esse tipo de liberdade feminina,e fica ridicularizando a família, mas daria total apoio para que essa mulher fosse o que ela quisesse, se pudesse, mesmo que isso contrariasse o que eu penso. Nem Deus impede isso, que uma pessoa não seja o que ele quer.
Aqui no Brasil aconteceu a mesma coisa, pois as mulheres que tinham uma vida mais "livre", que gostavam de cinema, de ir a outros lugares incomuns para uma mulher ir, era tida como louca, era internada como demente no Hospital Psiquiátrico Juquery, em São Paulo. 
Isso ocorreu com uma mulher, professora, chamada Eunice, trinta anos, que foi internada apenas pelo fato de ser quem ela foi, uma pessoa com personalidade própria, que sabia o que queria, e que isso foi visto como um sinal de "demência" por falsos psiquiatras, que por qualquer coisa internavam as mulheres, principalmente se elas não quisessem casar ou ter filhos, coisas que a maioria fazia, mas havia outras que não queriam ser isso, e, por isso, eram internadas como loucas!
Teve um caso também de uma mulher chamada Maria, imigrante cujo marido era alcoólatra e perdeu tudo o que eles tinham por causa da cachaça. Ela, deprimida, começou a beber também, e foi a única a ser internada no Hospital Psiquiátrico, e o marido ficou livre.
Isso é só para se ter uma ideia da maneira como as mulheres eram tratadas naquela época, de um modo bastante arbitrário, mal, perverso. Absurdo, mas que, infelizmente, acontecia muito.
Ainda bem que hoje elas têm mais liberdade de ser  o que querem ser, mesmo que isso contrarie a muitos.


Referência

CUNHA,Maria Clementina Pereira. Loucura, Gênero Feminino: As Mulheres do Junquery na São Paulo do Início do Século XX. Revista Brasileira de História,São Paulo,v.9,n. 18,p.121-144,ag.1989.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

AS LÍNGUAS E A GLOBALIZAÇÃO

Dizer que a globalização é ruim para as línguas, não é difícil de acreditar, pode ter lógica por causa da uniformização da cultura, que é grande no mundo de hoje.
Será por isso que se diz que ensinar a língua de uma região não é o suficiente? Pode ser verdade isso. É preciso se inserir na cultura também, para melhor apreender essa língua, e juntar os dois tipos de conhecimento. Afirmar dois tipos para melhor atender, mas cultura e língua estão inseridas uma dentro da outra.
É preciso também ver a língua como uma necessidade, pois é com ela, também, que mais nos comunicamos, além de outros tipos counicação, como gesto, por exemplo.
O papel da língua, então é ampliar o espaço comunicacional tanto na política quanto nos mercados globais, como o Mercosul.
É preciso ter em mente que ela amplia a participação do indivíduo nesse meios políticos e econômicos, e os fazem também divulgar e defender seus conhecimentos e ideias, de modo bem abrangente, dependendo do domínio desse indivíduo.
O Mercosul é um grande exemplo porque ele amplia a participação do indivíduo e da interação entre o espanhol e o português, e faz que os falantes do espanhol queiram aprender portugues, e o falantes do portugues, o espanhol. E, assim, o conhecimento vai se ampliando.
A aprendeizagem começa em função de uma dinâmica, e essa dinâmica incentiva o conhecimento, por causa da ampliação da rede comunicativa dos blocos econômicos, mostram, incetivando a comunicação e a busca do conhecimento para que eles possam crescer juntos. É assim que se promove a cultura e o idioma. É preciso ter uma política voltada para isso, e desenvolver ela, de forma que fiquem todos cientes dos riscos, de seus pontos fracos, e o que cada um pode fazer para contribuir com isso, para esse crescimento.
Essa intergração é necessária, e a língua é um canal bem abrangente, dinâmico e eficaz, como tem se provado ao longo das décadas. A língua cumpre esse papel muito bem,é só incentivar esse conhecimento.
Agora se peguntamos o que a língua representa, podemos responder de várias formas. Uma delas é o pensamento e o modo de viver e de ser de um povo, seus laços culturais e a transformação que esse povo teve e está tendo, sua origem e características fundamentais que o identificam culturalmente.
É por isso que ela tem uma grande importância política, por causa da interação e a facilidade que pode propocionar, na influência de ambos os lados dos países e regiões das quais a língua faz parte, e até do contimente.
Se fosse pesquisar quem apoia uma integração de uma região pela língua, muitos iriam apoiar, mais do que desaprovar.
Em relação à integração dos países do Mercosul, há aqueles que preferem aprender línguas distantes, como o inglês, o finladês, do que o português ou o espanhol, o que é uma grande contradição de parte de alguns professores inseridos no programa de integração dos países desse mercado sulamericano. É uma contradição que precisa ser revista.
Só em haver essa política, mostra que há um apoio a essa iniciativa, basta que esse apoio se amplie, para que o conhecimento siga crescendo, em todos os sentidos, seja econômico, seja cultural.
Uma forma bem eficaz é habilitar o ensino de português nas instituições de ensino, como também a aprendizagem do espanhol. Claro que isso é feito através de grandes incentivos econômicos, do contrário, o sucesso será pouco proveitoso
Um dos medos é se um idioma vai estar subordinado ao outro, no sentido de o outro ser mais estudado, e a cultura que ele representa se sobrepor ao outro. Creios que isso não faz sentido. Citam como exemplo A cultura americana, que se sobrepõe à outras.
Se um dos motivos de ficarem contra o aprendizado de um idioma é que o conhecimento do idioma nativo não ser grande, então o que se deve fazer é juntamente com o idioma nativo, incentivar o aprendizado de outro idioma.
Não é justificável dizer que o sistema não está pronto. Basta afirmar que  o ser humano sempre esta pronto a aprender novas coisas. É um grande incentivo.
Para dificultar ainda mais o problema da dificuldade de difundir essa política de aprendizagem mútua do idioma e da cultura, há uma falta enorme de professores de português para os países do Mercosul. A saída é o investimento nessa política, é os governos que devem se desdobrar para isso, já que esse conhecimento trará grandes ganhos enormes. TAlvez os que fiquem contra isso não deem importância política e de trabalho que ela merece.
Um caso interessante é o do paraguay, que tenta explicar a importância que o gauraní para o Mercosul, pois essa língua é uma das línguas oficiais deste país. Eles dizem que há uma base histórica para isso, pois o guaraní praticamente ajudou esse páis a vencer guerras muito tempo atrás.
Do outro lado, nem todos os países do Mercosul gosta do idioma português, e no Paraguay ele não tem tanta importância, por causa do extremo nacionalismo do país sulamericano.
Talvez seja o medo do Paraguay de sofrer influências, de modo que ele possa perder a firmeza do idioma guaraní, e ele não ser tão hermético, e, assim, se abrir para outras influências que possa "macular" sua cultura. O problema é que o ingês já tem feito isso, então esse medo deels não se justifica, se essa hipóstese tem algum fundamento.
Mas muitos há que preferem o fim da discriminação, que se deve abrir as portas para as influências de outros idiomas e culturas, como uma coisa necessária para o crescimento de qualquer país.
Já falamos aqui que o Mercosul é um marco político, e que a política e a economia influencia a língua, tanto para incentivar o aprendizado dela, quanto para o não aprendizado, dependendo das circunstâncias.
O guaraní tem uma grande importância política no Paraguay, e esse país sulamericano quer ver um de seus idiomas principais como um dos idiomas que o Mercosul deve mais valorizar, o que pode ser considerado uma grande pretenção por parte dos outros países que fazem parte desse mercado.
Talvez o Paraguay queira mostrar que é um país "independente", e não como os outros, que se sujeitam ao aculturamento por parte de outros idiomas e línguas.
Desde os jesuítas que o guarani tem mostrado que é mais aceitável no paraguay, o que foi demonstrado pelo jesuítas, por que ele era estudado livremente, se estár submetido ao padrão que a língua espanhola estava, segundo afirma Celada (2010).
A grande contradição dessa integração é a pouca importância dada ao imaginário social, enquanto que o regional é tão valorizado. Parece que esquecem que o imaginário social é fundamental para a intregração regional.
E esquecem também da identidade coletiva, que pode ser vista como intresecamente ligada ao imaginário social, e que é preciso ter as duas coisas em mente para que essa integração regional possa ser amapla como deve.
A participação política começa com a língua em articulação; quanto mais a língua se insere no meio, mas haverá articulação política, pois é a língua a grnde porta para o crescimento de qualquer projeto político, seja ele regional ou continental.
Quando se aprende uma língua, e algumas reformulações por causa disso, que tem a ver com as antecipacões que elas trazem quando uma pessoa resolver aprender ela.
O estudo de uma língua expõe o estudante a diversos saberes culturais, por isso que ele se enriquece tanto quem procura aprender.
Se vincular a língua a sentidos de comunicação mundial, ela é mais aceita por outros países, do que se ela apenas se restringir à comunicação regional. Infelizmente é assim que ela ganha mais prestígio para ser aprendida. Seria bom que esse aprendizado não dependesse disso.
Por causa do crescimento desses blocos econômicos como o Mercosul, o espanhol foi incentivado por causa da importância disso, mais muitos estudantes brasileiros vêm isso como algo sem importância, que não precisa aprender o espanhol, pois o portunhol pode resolver o problema, já que  os dois idiomas são parecidos. É uma das maiores falácias que há. 
Se é preciso compreender certos sentidos na fala de alguma  pessoa importante de um dos países do Mercosul, se o indivíduo conhece a língua, e consequentemente a cultura, ele vai entender o que essa pessoa quer REALMENTE dizer, pois é sabido que a língua estrutura o discurso (Achard et tal 1999, apud Celada). Foi isso que foi constatado por vários estudiosos. Além do mais, a memória discursiva restabelece os implícitos (Celada 2010) fazendo o entendimento ser mais proveitoso. E o discurso sempre muda conforme mudam as circunstâncias. Isso pode ser visto como um jogo de força.


por J.Mou