DEBATE LITERÁRIO NA UFRPE

Toda sexta-feira  há um debate e troca de ideias sobre Literatura, promovido pelo professor  Fábio Andrade, que ensina Literatura na UFRPE. O debate gira em torno da obra e ideias do escritor, fazendo uma leitura e releitura da obra e do autor focalizado. Um dos debates girou em torno da poetisa e historiadora Micheline Verusk, tendo cada um dos participantes lido um livro ou poesia da mesma. Verusk começou a escrever aos dez anos de idade, e esteve desde então sempre ligado à literatura. Fez História para dar um enfoque mais embasado à sua obra.

Em dado momento o debate girou em torno sobre arte e ciência, a influencia de uma sobre a outra. Um dos debatedores disse que poucas pessoas gostam de Literatura, o que foi ratificado pelo  professor Fábio, que explicou que não só aqui, mas no mundo todo é assim.

Em dado momento falaram sobre o que é moderno ou não, qual critério para saber.  Foi falado que não é só  a cronologia que pode dizer o que é moderno, isso é mais abrangente do que se possa pensar. O Romantismo, Escola Literária do século XVIII, é o pai da modernidade.

Foi citada a obra do poeta francês Rimbaud, que influenciou grandemente a poesia mundial. Continuaram a falar  sobre a modernidade e o que a Escola Romântica fez desde então. Os romances publicados no Brasil evocavam o nacionalismo, a identidade do nosso país, como bem escreveu José de Alencar, grande escritor romântico brasileiro, que nos legou obras como Iracema, Senhora Diva, entre tantas outras. Falou-se também que o livro Eurico, o Presbítero, é um resquício das histórias cavalheirescas, das quais a obra prima Dom Quixote faz uma grande sátira.

Debateu-se também sobre a intertextualidade entre filmes e romances, as sagas baseadas no primeiro, ou vice-versa. A qualidade da obra... E o intertexto se mostrou bem abrangente.

Foi dito também que uma obra é contemporânea, entre outras coisas, pelo fato da mesma não se enquadrar no seu tempo, e não ser aceita de uma forma ou de outra. Augusto doa Anjos foi um bom exemplo, tendo sido lançado o seu livro que não foi aceito na época por não ter sido compreendido por causa das referencias que o mesmo faz às doenças, e cita muitos termos científicos. Sousândrade pode ser chamado de moderno, pela obra que só foi compreendida muitos anos depois de lançada. Esses escritores e suas obras já eram modernos em seus tempos.

Todas essas ideias foram debatidas durante o encontro literário na UFRPE. O ESTUDANTE Letras que quiser participar deve se dirigir ao CEAGRI 2 e se informar com o professor Fábio ou a monitora Danielle. Certamente se aprenderá muito indo lá.