sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

ALGUMAS NOTAS DO SOLO DE CLARINETA


Jamais pensei que fosse saber tanto do escritor gaúcho Érico Veríssimo, pai do também escritor Luiz Fernando Veríssimo. Solo de clarineta é esse livro que li dele. Um ótimo livro para ler, faz coom que conheçamos pormenores de sua vida, como sua cidade, os movimentos sociais, como o Tenentismo, seus relacionamentos com as namoradas, sua timidez....
O que achei bem interessante foi o fato de que ele usou muitas vezes pesoas de suas próprias família para compor alguns personagens de Clarissa, e da trilogia O Tempo e o Vento, dando detalhes bem interessantes dessas suas composições; todo escritor deveria ler livros como esses, pois são dois volumes, lançados pela editora Globo (1976). Ele ficava trabalhando como sócio em uma fármácia com um amigo seu, mas se preocupava mais em escrever do que em trabalhar, tendo prejuízo. em todos os lugares em que trabalhou, não deixava nem de ler e nem de escrever, como um vício que tinha; isso nas primeiras décadas do sículo ppassado.
Lendo esse livro, viajei pelos seus relatos, imaginando como era interessante viver naquela época de poucos recursos, mas que não deixavam de aproveitar as coisas boas da vida.
Sua mãe era uma mulher trabalhadora, costureira, e seu pai, um boêmio sonhador, que só pensava em mulheres e bebidas, deixando de aproveitar as oportunidades boas da vida.
Era uma vida sofrida, e tudo que ele passou foi usado nos seus livros, nos seus personagens. A gente tem a impressão que o escritor inventa aquelas coisas do nada, mas tudo tem base no que ele vive, em seus parentes, nas pessoas que encontra. O capitão Rodrigo da trilogia falada, foi com base em um tio seu, que vivia às voltas com a revolução da época.
Ele não se formou, mas quando foi chamado para trabalhar no escritório da União Pan-Americana, em Washington, no lugar de Alceu amoroso Lima. Queriam ele de todo jeito; ele foi.
Gostei bastante da sinceridade que ele fala da sua vida e de sua região, e como chamou de fantasiosa a história do rio Grande do Sul, que ele ão gostava, por isso escreveu a trilogia acima referida. Foi mais verdadeira que a história escrita e ensinada nas escolas de seu estado.
Em algum ponto do livro ele conta coom detalhes porque teve que matar o capitão Rodrigo, o que entristeceu muitos leitores, tamanha a sua influência neles. Era como se fosse irmãos deles, seis leitores muito se indentificavam com esses personagens tão marcantes.
Em Washington ele conheceu muitos escritores, músicos, pintores, fez amiades marcantes, e foi um dos períodos menos criativo para ele; mas o salário era bom. Aquilo mais servia para manter o poder americano sobre o continente do mesmo nome, mas nada, iludindo os governos, mas mantendo controle sobre eles, muitas vezes sem eles mesmos saberem. Era apenas uma fantasia para enganar os sulamericanos. Guerra Fria também.
São muitos detalhes, muitas viagens que ele fez, inclusive ao Peru, onde ia resolver problemas relacionados com a política, mais do que com a cultura. Como disse, o livro é uma viagem. Não tive aqui intenção de dar detalhes ou fazer um retrato dele, mas apenas tergiversar. Para mais detalhes, leiam esses livros.Vale a pena.