sábado, 25 de junho de 2016

OS QUATRO QUERUBINS E O CARRO-TRONO DE DEUS





O livro de Ezequiel (no hebraico Yehezqe'l) é, sem dúvida um dos mais comentados e difíceis de interpretar, como os seus primeiros capítulos, que falam da teofania de Deus e alguns atos simbólicos de grande significado, como os que estão escritos nos capítulos 4 e 5. Vale a pena estudar esse grande profeta de Deus.
Ele começou sua mensagem no ano 597 a.C., quando foi levado para a Babilonia, após a mesma ter derrotado o Egito, que era uma das maiores potências da época, juntamente com a Assíria, povo que oprimira Israel por tantos anos, e, que, afinal, derrotou esse povo e o reduziu a quase nada, não fosse a mão de Deus sobre ele, que o preservou.
Seu ministério deu-se à margem do rio Quebar, que na verdade, era um canal de irrigação do rio Eufrates, que cortava a cidade de Babilônia.
No capítulo primeiro do livro, ele começa dizendo que deu-se uma visão de Deus a ele no trigésimo ano, que muitos não têm certeza que trigésimo ano era esse. Alguns acham que era sua idade, já que ele era sacerdote, e eles começavam seus ministérios aos trinta anos (Nm 4.3,4) e trabalhavam até aos cinquenta; já outros acham que essa data se refere ao trigésimo ano do reinado de Joaquim, rei de Judá, em 585 a.C.; outros ainda acham que se refere também ao trigésimo ano depois da reforma de Josias, o qual foi usado por Deus para cumprir a profecia do profeta que falou a Jeroboão, que reinou sobre as dez tribos tiradas de Davi, entre outros significados.
Era entre junho e julho, o quarto mês do calendario judeu, durante o reinado do rei Joaquim, o tirano fantoche, que governava sob o poder de Nabucodonosor, rei da Babilônia, a mais nova potência da época, segundo Jeremias 27.1-11.
De repente, ele viu uma tempestade, e, do meio dela, saíam quatro seres, que tinham quatro rostos, um de leão, outro de boi, outro de águia, e um outro de homem, simbolizando a supremacia de cada um desses animais. O boi, rei dos animais domésticos, o leão, dos selvagens, a águia, das aves, e o homem, coroa de toda a crianção, e, por fim, sob o domínio de Deus. O significado disso é que Deus é o Deus de toda a criação, e domina sobre tudo e todos.
Como outros profetas, ele teve uma teofania, e viu Deus de uma forma maravilhosa ((Êx. 33; 24:9
e segs.), Amós (7:15), Isaías (cap. 6), Jeremias (1: 4-10) ou Daniel (7:9 e
segs.). Cada querubim (também chamado de hayyôt, no hebraico)tinha quatro asas, e estavam cobertas de olhos por dentro e por fora, e duas de suas asas seguravam uma plataforma semelhante a cristal; perceba que Ezequiel usa esses termos apenas para dar uma ideia de como eram terrível esses seres, pois não há, na linguagem humana, nada que possa descrever bem eles. Tinham, ao lado delas, uma grande roda, de meter medo, como disse Ezequiel, e se movimentavam de um lado para o outro numa velocidade muito grande. Quando os querubins se erguiam, as rodas se erguiam, pois a vida deles estava nas rodas. Era uma visão terrível. Em cima da plataforma estava um trono, e, em cima do trono, um ser terrível, rodeado de fogo. Era o Carro-trono de Deus, levado para lá e para cá em grande velocidade, dando a entender que Deus está em toda a terra, e nada escapa à sua visão. A planta dos pés desses seres celestiais eram como se fossem de cabras, e não possuíam joelhos, para que não se dobrassem levando o Carro-trono de Deus. Tremendo isso.Tochas, fogo e relâmpagos saiam do meio desses querubins (Êx. 3:2; 13:22; 19:18; Nm. 11:1-3 ; Dt. 4:24;
II Reis 1:12). O próprio Deus Todo-poderoso estava ali, na frente do profeta. Não foi à toa que ele desmaiou, e o Espírito de Deus entrou nele, pondo-o de pé. Outros livros da Bíblia também fazem referência a esses seres (1 Rs 7.27-30; 1 Cr 28.18; Dn 7.9); os nomes da rodas, que o texto dá a entender que eram seres viventes, eram Ofanins. Que bela visão teve o profeta! A pura glória do Infinito ali, diante dele! Foi um privilégio terrível. Quando eles andavam, diz o texto de Ezequiel, nos capítulos 1-2, e o capítulo 10, que torna a falar desses querubins, havia um grande estrondo, “como de um grande exército, como a voz do Onipotente” . Os pais da igreja faziam certa associação desses querubins: os quatro rostos eram emblemas dos evangelistas, entre outras coisas, mas o mais aceito é o de Jerônimo, que afirmava que o homem era Mateus; o leão, Marcos; o boi, Lucas, a águia, João. Glória!! imaginem o barulho que fazia o tartalhar das asas de um querubim, levando o trono de Deus. Eles embaixo, e IAVÉ em cima, sentado, TERRÍVEL. Salmo 18. 10 diz o seguinte: “E montou num querubim, e voou; sim, voou sobre as asas do vento”. Esse é nosso Deus!
O ser vivente tinha a seguinte aparência, segundo o profeta descreveu:



E por cima do firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia algo semelhante a um trono que parecia de pedra de safira; e sobre esta espécie de trono havia uma figura semelhante a de um homem, na parte de cima, sobre ele.
E vi-a como a cor de âmbar, como a aparência do fogo pelo interior dele ao redor, desde o aspecto dos seus lombos, e daí para cima; e, desde o aspecto dos seus lombos e daí para baixo, vi como a semelhança de fogo, e um resplendor ao redor dele.
Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isto, caí sobre o meu rosto, e ouvi a voz de quem falava. Ez 1.26-28.




Quem pode com esse Deus? Quem é páreo para ele? Grande e terrível é Ele!!! A parte de cima desse Ser, ou seja a teofania de Deus, sentado no trono, era como se fosse metal brilante, mas o hebraico usa um termo tremendo para isso: era como olho do Hashmal. Ezequiel sentiu o peso da glória de Deus. Ao contrário do que pensava os judeus, Deus não se limitava à Canaã, mas  manifesta-se em  toda a terra,é o Deus de toda a carne.
Que Deus nos dê visões tão terríveis como essa de Ezequiel, para termos mais experiências, estejamos pertinho dele, e vermos sua majestade.