A PRAGA


os moradores da Rua Fagundes, na Avenida Josélia, Córrego da Areia, passam por um problema inusitado, que já deveria ter sido resolvido de uma vez por toda pela Saúde Pública, tanto da Prefeitura quanto do Estado.
O que tem perturbado os moradores é a proliferação do molusco gastrópode terrestre da família dos helicídeos, de concha orbicular torcida, o famoso gigante africano, também conhecido como falso scargot. Por onde eles andam, sejam nos quintais moradores, seja no caminho próximo às suas casas, eles sempre tropeçam nesses bichos, pois eles estão proliferando bastante. O que é mais interessante é que os moradores estão usando neles algo que deveria ser usando somente para temperar a comida deles: o sal de cozinha. Segundo aconselhou certa bióloga de uma prefeitura próxima a Recife, isso anula totalmente o bicho. Com esse propósito os oradores passam boa parte do dia matando esses animais, que pode causar doença grave, pois ainda não se conhece totalmente todos os tipos de doença. O outro problema que intriga os moradores é que não há um predador para eles, o que faz com que proliferem bastante.
Há uma residência em frente da casa de duas moradoras desse lugar que tem um numero grande dessa praga africana, que são hermafroditas, procriando-se, portanto, sozinhos. Se não houver um programa serio de extinção desses animais africanos, a coisa pode ficar pior. Se os médicos e profissionais de saúde aconselham a não se pisar no liquido deixado por esses caracóis, é pelo fato de ser esse liquido bastante perigoso; esses profissionais não diriam isso se não fosse. Essa citada casa é dividida em dois cômodos, ficando somente o detrás alugado, e o da frente vazio, permitindo que o falso scargot use esse lugar para “morarem” também nele. Segundo as duas senhoras disseram, “já não sabem o numero desses caracóis que elas mataram, e continuam vindo mais”, disse a senhora Marilda - nome fictício–, moradora do lugar. Elas pedem que o prefeito João da Costa tome providencias através da Secretaria de Saúde, acabando com essa proliferação.
O caso desses caracóis é semelhante ao pardal, que também não faz parte da fauna brasileira, é uma anomalia por aqui. Essa praga desse gigante africano começou quando alguém, um empresário muito “bem” intencionado, os trouxe para cá para vender como se fosse o scargot francês, vindo depois a descobrir que não se pode comê-los, como fazem com o parente desse bicho na França, onde é vendido nos melhores restaurantes por lá.
Os moradores da Rua Fagundes estão pedindo ao prefeito João Paulo e ao Distrito Sanitário III, que coordena essa área, uma providência rápida para acabar com essa praga de vez, através de uma política preventiva, pois só assim ela, prefeitura, poderá colocar em prática o slogan que diz que “a preocupação da prefeitura é cuidar das pessoas.”.