ESSES PROGRAMAS POLICIAIS

Fico assistindo esses programas policiais e pergunto se eles são úteis mesmo. Passa muitas coisas interessantes, mas às vezes chega a ser vulgar demais. Chego a ter a impressão que só quem sofre, morre, é ridicularizado, sãos os pobres; o número, em sua grande maioria, são de pobres. Os repórteres até chegam a se aproveitar da ingenuidade de alguns. Ás vezes quando um ladrão é preso, os repórteres chagam a armar uma arapuca verbal para eles, que chegam, às vezes, a confessar os crimes de que são acusados.


O do canal 4 é feito pelo antigo repórter do Programa quer era feito por Jota Ferreira, Sérgio Dionísio. O estranho é a pessoa assistir na hora em que está almoçando. Que mistura nefasta. Há um quadro denominado “A Turma do Baracubaco”, um quadro engraçado, que chega mesmo a ser muito hilário. Geralmente é sobre reclamação sobre algum descaso da prefeitura ou o governo sobre um serviço prestado à população, sempre levando para o lado engraçado, “tirando onda com tudo”. No dia treze de Dezembro, eles passaram uma reportagem sobre uma mulher solteira, muito querida pelas crianças da localidade, denominada de “Princesa”. A mulher aparentava ter uns 43 anos, mais ou menos. O repórter foi lá e ficou conversando com ela. Perguntou sobre o que ela queria, o tipo de homem que ela sentia atração, etc. a mulher era muita engraçada, com jeito de humorista. Se alguém a contratasse, não faria feio. Foram até à casa dela e fizeram uma filmagem dentro. A as calcinhas da mulher eles mostraram; pior de tudo foi uma foto que mostrava ela só de calcinha e sutiã, deitada em cima do sofá. Isso às 12:40 da tarde! Brincadeira.

Por outro lado, eles divulgam o que está acontecendo na sociedade, o que a polícia está fazendo, se bom ou ruim, etc. só não gosto quando eles ficam fazendo apologia a essas misérias, como que gostando de mostrar todas as desgraças do mundo. Como será que esses apresentadores lidam no dia a dia? Eu sei que essas pessoas que trabalham na televisão (principalmente fazendo esses tipos de programas) fazem terapia, conversam com psicólogos e psiquiatras para que eles não tenham um “treco”. Acho que eu não agüentaria fazer esse tipo de coisa; na terceira ou segunda semana trabalhando assim, eu deixaria esse emprego. É triste você ficar lidando o tempo todo com essas coisas nefastas, grotescas, que só trazem tristezas e agonia para a gente. Há casos que você pergunta se a pessoa que fez tal maldade é ser humano mesmo, de tão ruim que são.

Sérgio Dionísio até que leva jeito para essas coisas; pensei que ele seria um fiasco com apresentador, mas não, apresenta com certo cinismo, lembrando o apresentador do canal 2. Será que iria fazer falta se esses programas se acabassem? Talvez sim. De alguma forma eles fiscalizam o serviço público, além de divertir alguns. É isso aí.