terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A DESCOBERTA DO MUNDO

 
Silva, Pedro, História mítica de Portugal, São Paulo: Porto de Ideias, 2010.

           Este é um capítulo do livro de Pedro Silva que merece a atenção, não só pelo fato de falar de grandes navegações feitas pelos portugueses, mas também pelo que a que isso leva: ao enriquecimento histórico da história de Portugal, que, por sua vez, tem a ver com o Brasil, país que esteve ligado, desde o início, à essa expansão, desde o século XIV.

Silva mais uma vez nos surpreende por mostrar, com tão vigorosa aptidão, da grande investida que foi isso, e como Portugal foi adquirindo perspicácia com o aprendizado com os árabes, e da grande contribuição que os templários deram a essa empreitada,

É prazeroso até, saber que os árabes deram uma bela contribuição para que a Península Ibérica fosse a primeira região na Europa a se expandir para o resto do mundo, e o pioneirismo de Portugal nesses empreendimentos até então incipiente.

O conhecimento das terras era uma coisa que por muitos anos ficou escondido da maioria dos europeus, que só saíam desse continente, segundo Silva, para ir às grandes  Cruzadas libertar Jerusalém dos muçulmanos.

Um dos pontos mais interessantes do capitulo ora visto é sobre o messianismo, o mito de D. Sebastião, considerado um messias, e o autor mostra o paralelo com o Messias da  profecia da Daniel, profeta maior, um dos doze que está incluso no Velho Testamento.

Assim como Cristo virá para libertar o mundo do Anticristo, conforme diz Mateus no capítulo 25, o rei Sebastião virá para libertar Portugal para uma nova empreitada de progresso no mundo, e inaugurar seu império, tendo Portugal como seu grande trono.

Mostra também o capítulo que mesmo as estórias mais mirabolantes da época, que incutia certo medo, não impediu o pequeno povo de Portugal a expandir a fé , e ir em busca de riquezas sem fim, procurando terras para cosagrarem à Deus e à Santa Igreja.

A supremacia de Portugal e o domínio da navegação marítima, assim como os fenícios na antiguidade, deram a essa nação a grande chance, isso fica bem claro quando o autor não perde palavras para explicar o que aconteceu.

É-nos mostrado que Portugal tinha tudo para se tornar a maior potência da época, como de certa forma foi, e  não perdeu chance de ir em busca de terras cada vez mais longe, e indo em busca de novos caminhos.

Essa nação é mostrada como grande desbravadora do mundo, e que nem mesmo o desconhecido é um impedimento, através dessas navegações de Pedro Álvares, de tantos outros navegadores que até hoje inaltecem Portugal.

Silva permanece mostrando, através de fontes históricas confiáveis, como as de Oliveira Martins, de pero Vaz de Magalhães, e outros, que pode provar o que vem dizendo ao longo das páginas do livro, e nos capítulos que seguem.

Um dos pontos fortes foi saber que os templários tiveram um papel importante nisso tudo, e foi grande sua contribuição para que essa nação crescesse no empreendimento que foi considerado o mais importante, ou um dos mais importantes de sua história.