segunda-feira, 24 de novembro de 2014

MORTE E VIDA CAPIBARIBE



Dia desses  foi celebrado o Rio Capibaribe, o rio que banha Recife, dando, por isso, a essa cidade, o nome de "Veneza Brasileira", por causa das suas águas, que cortam-na.
Celebrado nas letras de João Cabral, ele se tornou o "Cão sem Plumas", numa metáfora fenomenal do poeta. Outros poetas pernambucanos como o poeta da cidade de Taquaritinga do Norte, Roberto Celestino, fez um poema em sua homenagem. Diz sua letra:

 Bem na Vila do Araçá
Município de Poção,
Serra do Jacarará
Pra banhar a região,
Vai se ver nascer um rio
Que terá mil desafios
Pra cumprir sua missão.

Mas  o que se vê é que não há nada para comemorar nessa data, já que o rio está tão poluído em todo o seu percurso, principalmente nas cidades, onde  habita o povo chamado civilizado. Se fossem mesmo civilizados, não poluiriam o rio, fonte de vida em todo lugar que passa, fundando cidades e vilas, dando peixes os mais diversos, criando até movimentos, como  o de Chico Science, o 'Mangue Beat'. Esse rio tem sido desrespeitado de um modo terrível; não se pode continuar assim. O governo do estado, através da lei 14.011, de 2010, que procura influenciar a populaçao para que se respeitem suas águas, tem tentando, com a ajuda do PAC, revitalizá-lo. Triste do país que precisa de leis para fomentar o respeito à natureza, algo fundamental para a manutenção da vida. Não precisava de leis para isso.É algo imprescindível.
Existe até planos para tornar esse rio navegável na Região Metropolitana. Talvez seja uma boa ideia. Os prédios que foram construídos às margens de suas águas são, talvez, os que mais poluem, mais até do que a população pobre dos morros. É por que a ideia que a mídia passa é que só os pobres poluem, mas a classe abastada polue muito mais, o tempo todo. E todos esses deveriam pagar altas taxas por isso, por causa de seus esgostos.
Para que a comemoração do rio Capibaribe seja efetiva, é preciso conscientização para que a poluição cesse de vez.


por J. Lou