O ATEU

Ele ensinava em uma universidade federal, era um cético de primeira, duvidava de tudo, de todos, um perfeito comtista. Deus para ele era uma utopia, rejeitava qualquer argumento que tentasse provar a existência do universo como tendo uma causa primeira, um ser infinito. Debatia com todos os alunos evangélicos que encontrava, sobre Hume, Darwin, Kant, Locke,entre outros. Exaltava a dúvida.Era conhecido como o cético. Seus argumentos ferrenhos deixavam sem norte os alunos mais fracos, esses que ainda tentavam dizer que Deus era a causa infinita do finito,e rejeitava os argumentos teleológico, cosmológico, entre outros. Como a maioria dos ateus, tinha um fraco conhecimento bíblico e religioso. Algo ridículo, como em outros como ele.
O que todos não pensavam era que ele não era tão cético assim; como todos os ateus, eles adoravam algo, ou suas próprias teorias, ou sua própria sabedoria, chamada de mundana pela Bíblia. A verdade é que ele, antes de se aventurar em ser conhecido como o cético, antes de passar no concurso de professor adjunto da universidade onde ensinava, mandou fazer uma peça de porcelana, à qual  a ninguém deixou ver. Mandou que pussesem em seu quarto. 
Depois que o prefessor "cético" chegava da faculdade, antes de dormir ia a seu quarto com uma caixa de fósforo na mão, e acendia as velas que estavam diante do altar que mandara fazer para Charles Darwin, ao qual fazia sua oração todas as noites, antes de dormir, e a ele emcomendava sua alma.