O II MANIFESTO TROPICALISTA E A ARTE

O segundo Manisfesto Tropicalista diz que ele significa um movimento centrado na cultura brasileira em suas mais diversas formas, nos mais diversos meios; já o Tropicanalha é um "movimento" que contribui para o erro e decadência.
Isso, segundo esse movimento acima citado, mudaria se as elites das universidades ouvissem o que os estudantes têm a dizer, pois o que eles dizem é importante, e pode contribuir para o progresso da cultura brasileira e ao que é ensinado nas unversidades. Se a elite das universidades não faz isso, é pelo fato da mesma ser econcêntrica, fechada demais. Da mesma forma são as entidades como as academias de Letras, centradas nelas mesmas e sem um fim social, não interage com a população, e, por isso, fica sem um objetivo realmente válido.
Afirmam ainda que a Literatura Gagá tem medo do novo, pois podem ser superada ou não entendem o que ele quer dizer, a razão desse movimento. Tem também os críticos lagartixas, que só aplaudem o que Hollywood faz, e deixa de fora o que fazem os outros, como cinema daqui do Brasil, Índia, África, etc. Será que o nosso é considerado mesmo cinema de verdade?
Em tudo isso se vê também a censura dos conselhos universitários, hermenêuticamente fechado, que não aceita nenhum questionamento.
Esse movimento existe para que a cultura dominante, geralmente de fora, seja questionada. Essa cultura de fora excluiu toda aquela que não seja apoiada pela cultura dominante, infelizmente há essa subserviência. 
A Arte é ação, jamais é estática, aquilo parada, que nunca muda, que nunca aceita mudanças diversas, de fora ou de dentro. Sim, pois ela pode começar a mudar de dentro para fora ou de fora para dentro (e quem pode dizer qual veio de fora ou de dentro?). Isso é a Arte. Ela dá uma nova visão sobre as coisas e sobre o mundo, como disseram Gabo, Tatlin, Duchamp e outros. A ação, devido à vida frenética do mundo atual,veio substituir a comtemplação. Ela, a Arte, atencipa as mudanças, por ela tudo muda, se transforma antes do que se pode esperar.
Por isso, ao invés de ficar preso ao que já há muito tempo domina, como os modelos antigos de autores, poetas, artistas, com pensamento velho, dê lugar ao novo. A arte tem muitas possibilidades. Creçamos no que pudermos.



REFERÊNCIA

DINIZ, Clarissa; HEITOR,Gleice Kelly; SOARES,Paulo Marcondes (org.) Critica de Arte em Pernambuco: escritos do século XX. Rio de Janeiro: Beco do Azougue, 2012. p. 282